Nesta sexta-feira (26), o Radar Notícias voltou a conversar com a família de Lucineide Santos, que desde a terça-feira (23) tentava ter o bebê que esperava. Na terça, Lucineide havia procurado o Hospital Manoel Novaes, mas o médico Eliseu Barreto explicou que a criança ainda não estava madura para o parto. Nos dias seguinte, Lucineide e a família procuraram o Hospital Maternidade de Itororó, cidade em que vivem, mas também ouviram que o bebê não estava maduro. Na quinta-feira (25), após a realização de uma ultra-sonografia em Itapetinga, a família constatou que a criança havia morrido e por isso voltou a procurar o Hospital Manoel Novaes.
De acordo com Suzane Santos, tia da criança, Lucineide foi induzida a um parto normal pouco após as 03h da manhã. Suzane conta que a sobrinha tinha 3, 278 kg. Ela questiona se o médico não poderia ter induzido o parto normal na terça-feira (23). Como já havia sido constatado na ultra-sonografia realizada em Itapetinga na quinta-feira (25), o bebê é natimorto, morreu antes de nascer.
O médico que fez o parto de Lucineide na madrugada desta sexta foi o mesmo que a havia dispensado na terça-feira (23), Eliseu Barreto. “Perguntei ao médico qual havia sido a causa da morte colocada no laudo. Ele respondeu que havia sido morte encefálica. Perguntei o que era isso e ele me disse: ‘vá procurar no dicionário’”, conta Suzane.
Suzane disse ao médico que iria processá-lo. Segundo ela, Dr. Eliseu teria dito que já sabia que ela queria dinheiro, mas ela respondeu que desejava a vida da sobrinha. “É como se tivesse morrido uma barata. E foi uma vida”, ressalta Suzane falando sobre o médico. Ela explica que não tem nada contra o Hospital Manoel Novaes e quea irmã foi bem atendida apesar do tempo de espera, mas não aceita o atendimento dado por Dr. Eliseu e por isso irá procurar a Justiça. “Ele é muito grosso para o cargo que ocupa”, declara.
Lucineide está muito abalada com tudo. De acordo com Suzane, a mãe da criança chorou muito, mas agora está anestesiada.
